Marcos ou Aquisições motoras no primeiro ano de vida

17.02.2022 | Categoria: Primeiro ano de vida
Marcos ou Aquisições motoras no primeiro ano de vida

Marcos ou Aquisições motoras no primeiro ano de vida. Antes de tudo, o movimento é a base de nossa funcionalidade, desde a nossa respiração e o batimento do nosso coração até as nossas habilidades motoras.

A importância do acompanhamento

Em síntese, o período entre a gestação e o sexto ano de idade é o mais importante para a obtenção da aprendizagem. Afinal, ainda na barriga da mãe, a criança já pode ser estimulada para essas habilidades. Bacana, né?

E isso acontece pelo fato de que o crescimento físico, a maturação neurológica e a construção dessas habilidades estão relacionadas ao comportamento e as esferas físicas, cognitivas, afetivas e sociais que o cercam.

Dessa forma. durante as visitas pediátricas e até mesmo durante o pré-natal é importante conscientizar os pais sobre a contribuição ao estímulo dessa criança.

Reflexos primitivos

Assim, é primordial esse acompanhamento com os bebês, afinal, a persistência além da idade, a falta deles ou a intensidade desses reflexos podem gerar a suspeita de algum distúrbio neurológico.

Principais marcos motores, segundo as Diretrizes de Estimulação precoce do Ministério da Saúde (2016):

1º mês: postura característica do bebê em supino: membros flexionados (hipertonia fisiológica), cabeça oscilante, comumente mais lateralizada, mãos fechadas.

2º mês: acompanha visualmente os objetos ou a face humana, com movimentos de cabeça geralmente até a linha média.

3º mês: colocado na posição sentada, mantém a cabeça erguida, podendo ainda ocorrer oscilações. No final do 3° mês, espera-se aquisição do equilíbrio cervical.

4º mês: gosta de ser colocado na posição sentada, mantendo a cabeça ereta, porém instável quando o tronco oscila; tronco permanece menos tempo fletido.

5º mês: colocado na posição sentada, a cabeça não oscila e começa a sentar com apoio, mantendo o tronco ereto.

6º mês: ao final do 6° mês, a criança já tem domínio sobre os movimentos rotacionais, demostrando controle sobre algumas transferências, como o rolar.

7º mês: boa estabilidade na postura sentada e a retificação do tronco fica mais evidente.

8º mês: com o domínio das rotações, o bebê experimenta posturas diferentes, como sentar de lado (sidesitting) e o sentar com as pernas estendidas (longsitting). E tudo isso possibilita a transferência para a postura de gatas e ajoelhado.

9º mês: a criança engatinha e realiza a transferência de sentado para a posição de gatas e vice-versa e começa a assumir a posição de joelhos e fica de pé com apoio.

10º mês: inicia marcha lateral com apoio nos móveis e é capaz de caminhar quando segurado pelas mãos.

11º mês: fase marcada pela postura ortostática; a criança realiza marcha lateral e já é capaz de liberar o apoio de uma das mãos.

Continuando…

1 ano: capaz de se levantar estendendo ativamente membros inferiores; muda da posição ortostática para sentado dissociando, movimentos de membros inferiores; inicia ficar de pé sem apoio; primeiros passos independentes, curtos e acelerados, além disso, com cadência aumentada em função do déficit de equilíbrio.

2 anos: melhora do equilíbrio e desempenho da marcha; então começa a saltar sobre os dois pés.

3 anos: consegue se manter em pé sobre uma única perna. Salta no mesmo local com ambos os pés. Anda de triciclo.

4 anos: corre bem, sobe bem escadas.

5 anos: consegue escovar os dentes e se vestir, com pouca ajuda.

6 anos: consegue andar de bicicleta com rodinhas.

Portanto, é importante saber que todas essas fases não devem ser seguidas exatamente, como regra absoluta, ok? Pois é normal que exista uma pequena variação na ordem. Mas devemos informar aos responsáveis que fiquem atentos ao desenvolvimento motor das crianças e analisem se eles estão demorando muito para atingir os marcos motores nas idades esperadas. E então deverá fazer uma avaliação mais detalhada de acordo com cada necessidade e, se necessário, encaminhar a um serviço de reabilitação motora especializado.

Estímulo Ação

Antes de tudo, em agosto de 2018 se concretizava o sonho da fundadora do Estímulo Ação e fisioterapeuta, Priscila C. de Souza Andrieto.

Assim, o Espaço Estímulo Ação oferece atendimento fisioterapêutico pediátrico especializado em cuidados e atenção à saúde de bebês e crianças.

Dessa forma, após ter uma vasta experiência profissional trabalhando em locais de referência nas áreas de pediatria e neuropediatria, incluindo hospitais, instituição, clínica e atendimentos domiciliares, Priscila, sentiu a necessidade de ter um espaço em que pudesse ser oferecido um atendimento de fisioterapia mais respeitosa. Além disso, num ambiente que pudesse acolher a criança e a família, com olhar atento não apenas à reabilitação, como também aos cuidados, prevenção à saúde e desenvolvimento da criança de forma integral e prazerosa.

Leia também

17.fev

Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor

Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. O atraso no desenvolvimento neuropsicomotor é um transtorno infantil caracterizado por dificuldades incomuns que a criança apresenta para desenvolver determinadas habilidades ao passar por […]

Leia +
15.fev

A Importância da Intervenção Precoce

A Importância da Intervenção Precoce. A intervenção precoce faz parte de um atendimento multidisciplinar. Ela é  baseada em uma tríade recíproca, constituída de criança, família e equipe multiprofissional. […]

Leia +